Dr. Ian Hernandez – Cirurgião Geral

pedra na vesícula

O único tratamento é a CIRURGIA, isso mesmo, a solução definitiva é operar, até existe no mercado um remédio que promete eliminar as pedras, mas isso não vai resolver o seu problema de forma definitiva, então o segredo do sucesso nesse caso é operar

Causas

tipos de pedras de vesícula

Afinal só você sabe as dores que está sentindo, ter medo de comer, em alguns casos até de tomar água! Aquelas dores que antes eram mais toleráveis mas que hoje te levam pro pronto socorro pra fazer medicação na veia. Uma sensação que a digestão está incompleta, uma cólica logo abaixo da costela do lado direito, náuseas, vômitos e a perda da qualidade de vida

Se você se viu em alguma dessas situações, saiba que você não esta sozinho (a), estima-se que 20% da população brasileira (30 milhões de pessoas) sofra com pedra na vesícula (colelitíase)

Existem várias CAUSAS pra esse problema

  • 1. Fator genético
  • 2. Hábitos alimentares
  •  -Alimentação rica em gordura
  • -Pouca ingesta de água
  • -Ganho de peso excessivo
  • -Perda de peso muito rápido (aqui entram os pacientes bariátricos)
  • 3. Mulheres
  • 4. Causas desconhecidas

Então vocês conseguem ver que existem causas evitáveis e não evitáveis de colelitíase

foto dr ian hernandez

Dr Ian Hernandez

Eficiência, qualidade, comprometimento, atendimento humanizado e celeridade, esses são os principios nos quais me baseio para melhorar meu desempenho e oferecer o melhor para cada pessoa que me procura.

Especialista em videocirurgia (cirurgia a laser).

Diagnóstico

Ultrassonografia na colecistolitiase

Com uma simples Ultrassonografia (ecografia) é possível fechar o diagnostico de pedra na vesícula (colelitíase).

A tomografia não é o exame indicado nesses casos, além de ser um exame mais caro ela não identificada tão bem os cálculos de vesícula

Já a Ressonância magnética nós deixamos para casos com suspeita de complicações

Quando devo operar?

o tratamento répido é importante

Várias duvidas surgem a partir desse ponto, sempre gosto de falar no consultório que o momento ideal de operar é assim que você receber o diagnostico, porque como eu falei lá em cima, o único tratamento é cirúrgico, então operar fora das complicações pode ser crucial para o sucesso da cirurgia

Assintomaticos devem operar?

Cada caso precisa ser avaliado de forma individual, mas no geral, pacientes que recebem diagnostico de forma acidental, ou seja, estavam realizando checkup de rotina e foram surpreendidos com o diagnóstico, nós avaliamos da seguinte forma

– Totalmente assintomático = Controle semestral ou anual

– Antecedente de câncer na família = Cirurgia

Pólipo de vesícula

Ultrassonografia mostrando pólipo na vesicula

Os pólipos de vesícula podem causar os mesmos sintomas da pedra, na mesma intensidade inclusive, e nesses casos a indicação segue sendo cirúrgica

Casos assintomáticos nós avaliamos além do histórico familiar de doenças oncológicas, o tamanho do pólipo para definir se o caso é cirúrgico ou se vamos realizar o acompanhamento semestral ou anual

Geralmente os acima de 5mm são cirúrgicos

Cirurgia

O que vale deixar claro aqui, é que a cirurgia é para a retirada completa da vesícula e não apenas os seus cálculos, e pode ficar tranquila (o) que o seu corpo vai se adaptar a viver sem a vesícula

Complicações

As complicações podem ocorrer a qualquer momento, não tem como fazer uma previsão, falo no consultório que elas podem acontecer em 1 hora, amanhã ou nunca  acontecer, prever seria um devaneio

Por isso a importância de operar assim que receber o diagnostico

As complicações são basicamente 3

  • Pancreatite

-Quando a pedra migra pro canal do pâncreas, obstruindo sua saída e causando a inflamação, ocorre em 6 a 8% dos pacientes com pedra na vesicula

  • 2. Colecistite

– Quando a vesícula inflama e causa dores intensas associadas a febre, ocorre em media de 10% dos pacientes

  • 3. Coledocolitiase

– Quando a pedra migra da vesícula pro canal da bile (colédoco), ocorre em cerca de 8 a 15 % dos pacientes

Existem duas formas de se realizar a cirurgia para a retirada da vesícula (colecistectomia)

  • Aberta
tipos de incisão

– Corte de aproximadamente 5cm na região direita do abdome, logo abaixo da costela

  • Videocirurgia/Laser
videolaparoscopia

–   4 cortes no abdome sendo dois de 1cm e dois de 0.5cm

Mito X Verdade

  1. Preciso tomar vitamina o resto da vida após retirar a vesícula = Mito
  2. Nunca mais vou poder comida gordurosa depois da cirurgia = Mito
  3. Preciso esperar passar o processo inflamatório para realizar a cirurgia = Mito
  4. A videocirurgia é melhor técnica em relação a cirurgia aberta = Verdade

Curiosidades

  • O retorno as atividades laborais (a depender do trabalho) se faz em 14 dias na média a depender da técnica cirúrgica
  • A anestesia é geral na videocirurgia e regional (raqui) na por corte
  • Normalmente a internação é por 24h
  • Horas após o procedimento você já estará caminhando
  • Não há restrição de alimentos após a cirurgia, você vai se alimentar normalmente assim que acordar do procedimento
  • Em média, libero para voltar a dirigir na primeira semana
  • Atividade física com peso, em média a partir de 30 dias
  • Vida normal depois de 30 dias de cirurgia, normalmente
  • Liberado carne com gordura, feijoada, carne de porco e qualquer outra comida (gordurosa/remosa)

Cirurgia Bariátrica x Pedra na vesícula

A cirurgia bariátrica provoca mudanças significativas na anatomia e fisiologia do sistema digestivo, afetando não apenas a quantidade de alimentos que o estômago pode acomodar, mas também a absorção de nutrientes.

vesícula biliar repleta de cálculos

Dependendo do tipo de cirurgia realizada, seja a redução do estômago (gastrectomia) ou a derivação do intestino (bypass gástrico), as alterações podem variar. Essas mudanças podem ter um impacto sobre a vesícula biliar, um órgão responsável por armazenar e liberar a bile, um líquido necessário para a digestão das gorduras.

Após a cirurgia bariátrica, a composição da bile pode sofrer alterações, favorecendo a formação de cálculos biliares. A bile é composta principalmente de ácidos biliares, colesterol, bilirrubina e sais. A redução da ingestão de gorduras após a cirurgia, combinada com a rápida perda de peso, pode resultar em uma bile mais concentrada, aumentando a chance de formação de cálculos. Além disso, a diminuição da capacidade de contração da vesícula biliar após a cirurgia pode levar à estagnação da bile, criando um ambiente favorável para a formação de pedras.

Coledocolitiase

Uma das complicações mais comuns nos paciente com colecistolitíase é a coledocolitiase, estima-se que entre 5 a 20 % dos pacientes portadores de colecistolitíase envoluam com coledocolitiase.

Mais a pergunta que não quer calar: O que é Coledocolitíase?

Vou responder da forma mais pratica para que você entenda de uma vez por todas, mas antes já quero deixar bem claro para vocês que não existe uma prevenção efetiva para esta complicação, por isso volto a repetir algo que sempre falo durante as minhas consultas: O melhor momento para operar é quando se recebe o diagnóstico. Com isso vamos evitar (ou tentar) a maioria das complicações.

Depois desse pequeno parêntese, vamos a resposta, a coledocolitíase acontece de duas formas, a principal é quando a pedra (cálculo) que encontra-se na vesícula biliar consegue sair e “cai” no colédoco e a outra forma é quando o cálculo é produzido diretamente no colédoco e não chega a passar pela vesícula biliar

complicação de colelitiase

Não existe uma ordem definida nesses casos de complicações como eu mostro na imagem ai em cima pra vocês, mas o que nos sabemos hoje em dia de acordo com a literatura é que uma complicação “puxa” a outra, ou melhor dizendo, uma complicação abre portas para que outras possam vir a acontecer, um exemplo em números é que 10% dos pacientes com colecistolitíase assintomática podem desenvolver coledocolitíase.

Agora os paciente que por exemplo já tiveram colecistite (inflamação da vesícula) veem suas chances aumentarem para 15% de evoluir com coledocolitíase.

Quadro Clínico

O quadro clínico é bem semelhante ao quadro de colelitiase/colecistite, sendo que o principal sinal que nos faz suspeitar de uma obstrução da via biliar principal é a icterícia, que é aquela coloração amarelada da pele que inicialmente pode afetar os olhos (escleras) e caso avance seguir por todo o corpo

ictericia em escleras

Diagnóstico da Colédocolitiase

Além da avaliação dos sinais e sintomas apresentados pelo paciente, correlacionamos com exames de sangue, neste caso uns dos principais seria a bilirrubina, que é responsável por dar a cor amarelada da pele, e exames de imagem.

O objetivo sempre é chegar ao diagnóstico da forma mais rápida possível e usando os exames menos invasivos/nocivos para o paciente e levando em conta também o preço dos exames, assim como a sua disponibilidade. Então dito isso, o exame de ultrassonografia me pode ser o exame de “entrada” a ser solicitado, com ele consigo ter uma noção por exemplo do diâmetro do colédoco e suspeitar em caso de dilatação que pode haver cálculos.

O exame de ultrassom é o que chamamos de “operador dependente”, ou seja, depende do profissional que está realizando e também do tipo físico do paciente, nas pessoas com maior gordura na região do abdome, torna o exame mais difícil de ser feito

A Ressonância Magnética de vías biliares/ Colangiorressonância, tem uma maior sensibilidade e especificidade, isso significa que ela diagnostica muito mais doentes que a ultrassonografia, por tanto, é o exame que solicitamos quase sempre quando suspeitamos de colédocolitiase.

Tratamento

Quando falamos do tratamento da colédocolitiase, precisamos necessáriamente saber a origem da pedra, lembram que comentei com vocês uns dois parágrafos pra cima? que a pedra pode ser primária (produzida no colédoco) ou secundária (migrando da vesícula). E porque isso faz diferença no tratamento?

Isso eu vou contar pra vocês jaja, antes vou falar sobre o tratamento em si da colédocolitiase que é a Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica, mais conhecida com “CPRE” que é a sua sigla.

CPRE

O exame de CPRE é muito parecido com a Endoscopia, digo isso em para que vocês entendam de uma forma mais simples, pois é feito através da introdução de um tubo muito parecido com o da Endoscopia, porém o exame na prática (técnica) é bem diferente.

A intenção do exame é fazer a retirada da pedra da via biliar (colédoco) e utiliza-se diversas técnicas e materiais para isso, quando falei mais acima sobre a importância de saber a origem da pedra, se primária ou secundária, era justamente para definir o tipo de tratamento para o paciente.

Em caso de cálculos primários do colédoco, a Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica CPRE, de forma isolada resolve o problema. Em casos de cálculos que migraram da vesícula biliar, além da CPRE é necessário também a realização da colecistectomia (cirurgia para retirada da vesícula) na mesma internação, isso é muito importante, porque liberar o paciente para casa após a CPRE pode ser muito arriscado, pois uma nova pedra pode migrar da vesícula outra vez, por isso é fundamental que a cirurgia seja realizado na mesma internação.

No meu caso eu gosto sempre de realizar no mesmo ato, ou seja, termino de fazer a CPRE e logo em seguida já opero, utilizando a mesma anestesia, otimizando o tempo do paciente e evitando submetê-lo a novo procedimento cirúrgico.

Prevenção

A melhor maneira para evitar pedras na vesícula é se alimentar por meio de uma dieta balanceada. Diminuir o alto teor de gordura e aumentar a ingestão de fibras e água, essa rotina mais saudável pode contribuir para a prevenção de cálculos na região.

Outra medida preventiva consultar regularmente o seu médico, realizar exames de rotina e verificar se a saúde está em dia, identificando pedras na vesícula ainda no início do quadro para evitar complicações.

Leia também:

Mioma Uterino – Dr. Ian Hernandez – Cirurgião Geral (drianhernandez.com.br)

Fonte:

Health Information and Medical Information – Harvard Health

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